Associação de Hotéis tenta viabilizar voos comerciais no Aeroporto de Jacarepaguá

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aeroporto_jacarepaguafonte: O Globo

A construção de novos hotéis e outros empreendimentos impulsionados pelas Olimpíadas de 2016 reforça o potencial turístico da Barra. Pensando assim, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ) se mobiliza, desde o início do ano, para que o Aeroporto de Jacarepaguá volte a operar comercialmente e a Base Aérea de Santa Cruz, de uso exclusivo da Aeronáutica, também receba voos comuns. O primeiro passo para tanto foi dado semana passada, em reunião com a deputada Clarissa Garotinho, presidente da Comissão de Viação e Transportes da Câmara Federal. Presidente da ABIH-RJ, Alfredo Lopes sabe que enfrentará resistência, principalmente na Barra:

— Esse assunto surgiu porque a Barra deixou de ser um bairro somente residencial. Sabemos que não é unanimidade, porque há pessoas que moram no entorno do aeroporto. Mas o bairro vai receber 12 mil novos quartos de hotéis até dezembro, e acreditamos que a demanda é pertinente.

Atualmente, o Aeroporto de Jacarepaguá é usado apenas para aviação executiva e por aeronaves que fazem propagandas na orla. Na reunião, Clarissa Garotinho se comprometeu a encaminhar o pleito e realizar encontros com os órgãos responsáveis.

— Vamos nos reunir com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) no início de agosto, após o recesso. É o começo de uma conversa, para verificar a viabilidade do projeto — diz.

O presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbrosck, diz que a comunidade é contra o projeto:

— No passado, já fomos três vezes a Brasília lutar contra isso. Até porque o Galeão e o Santos Dummont são subutilizados. Fazíamos audiências públicas e ficou claro que a comunidade da Barra não quer que o aeroporto tenha esse uso. Só os helicópteros já incomodam os moradores; imagina a operação comercial.