Home office integrado a outros cômodos garante funcionalidade

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Designer de interiores Ana Adriano transformou a varanda do quarto área de trabalho – foto: Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

fonte: O Globo

Não importa a natureza do seu trabalho. Um ambiente confortável e funcional que atenda às necessidades de forma prática chega a ser motivador na hora de botar a mão na massa. Montar um home office traz as vantagens de deixar cada detalhe com o gosto do proprietário, mas é aí que moram algumas armadilhas. Cadeira ergonômica, iluminação correta, tomadas em quantidade suficiente, locais para guardar objetos de uso constante e arquivos são uma pequena parcela do que é fundamental na hora da escolha.

Se não há um cômodo exclusivo para o home office, a seleção de qual cantinho vai abrigar o projeto varia com a quantidade de pessoas que vão desfrutar e de quais elementos serão usados. Nem sempre só um notebook é suficiente. Os hábitos da casa também têm influência. E às vezes a rotina da sala é calma o suficiente para não atrapalhar.

No projeto da designer de interiores Ana Adriano para um apartamento no Península, na Barra, a varanda do quarto foi transformada em área de trabalho. Um casal com quatro filhos optou pelo espaço ao priorizar a privacidade. A mesa que comporta elementos de escritório não ganha ares corporativos. Ana fala sobre o planejamento antes da decoração.

— A parte técnica proporciona que a pessoa tenha um mínimo de organização. Em um home office na sala, a gaveta de um bufê, por exemplo, pode ser o local para guardar materiais. Colocamos no contexto do ambiente de forma que não fique muito profissional, mas que funcione bem — diz.

Ter atenção ao estilo da mobília é o primeiro passo para selecionar peças. A finalidade e, consequentemente, o que se espera fazer são determinantes. Bancadas de vidro, por exemplo, não devem comportar muitos aparelhos eletrônicos porque deixam toda a fiação aparente, o que dá a sensação de poluição visual. O arquiteto Thoni Litsz conta as etapas de destaque na fase inicial.

— É preciso analisar o perfil das pessoas que vão usar e até quais são suas profissões. Advogados e professores, por exemplo, guardam muito mais papéis. Os móveis fechados são melhores opções para a organização — aponta Litsz.

O novo ambiente pode até ser dedicado exclusivamente ao trabalho, o que não significa ter uma linguagem corporativa muito forte. Se o espaço está integrado a outros cômodos da casa, é preciso que os estilos fiquem harmônicos, isso inclui a continuidade da paleta de cores, de tipo de materiais e da inspiração para o mobiliário.

O hair stylist Tiago Parente desenvolveu, junto ao arquiteto Thoni Litsz, um projeto para integrar o home office à sala de seu apartamento. Detalhes pedidos pelo cliente propuseram desafios. Entre as solicitações, o reaproveitamento de uma mesa de jantar com tampo de vidro, cadeiras que já faziam parte do acervo e exposição de fotografias e matérias publicadas em revistas.

O ambiente off-white ganhou toques coloridos com o papel de parede somente atrás do sofá. No office, duas das três paredes foram decoradas com quadros, a partir da triagem das imagens. A terceira parede ganhou uma estante para arquivos e objetos. A mesa teve o tampo cortado e foi adaptada à nova função e ao novo lugar.

— Pensamos num espaço fácil de limpar, por ele mexer muito com químicas. Como o Tiago trabalha com cores naturais, inclui luz quente e fria que proporciona a melhor aproximação da real tonalidade — explica Litsz.

Parente fala sobre o projeto, que durou cerca de seis meses, incluindo todas as etapas:

— Embora eu quase não pare em casa, fiz o home office para ser um espaço recreativo que uso quando estou no computador ou vendo TV.