Fechamento de via no terreno do Hotel Nacional afunila trânsito

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hotel_nacionalfonte: O Globo

Os moradores de São Conrado, que desde o início de obras de infraestrutura na região sofrem com transtornos no trânsito, tiveram nova surpresa desagradável há duas semanas, com o fechamento da passagem de veículos por baixo do Hotel Nacional. A Associação dos Moradores e Amigos de São Conrado (Amasco) reclamou da ausência de aviso prévio e enviou à CET-Rio um plano de alternativas para o tráfego do bairro.

O fechamento da via, que faz parte do terreno do hotel, aumentou a intensidade do trânsito na região, principalmente nos horários de pico, diz a Amasco. O prejuízo é maior para quem vem da Zona Sul e costumava utilizar a passagem para acessar a Avenida Aquarela do Brasil.

— Antes, o trânsito era dividido; havia um acesso para a Aquarela do Brasil e outro para o Fashion Mall e a praia. Agora, o motorista precisa ir bem mais longe para fazer um retorno — explica José Britz, presidente da Amasco.

Eunice Souza, ambulante que trabalha nas cercanias, conta que nos últimos dias tem ouvido uma série de reclamações:

— O trânsito ficou doido. Até os motoristas de ônibus parecem estar perdidos.

Segundo a Amasco, na noite do dia 13 a CET-Rio comunicou o fechamento da passagem, que começaria já na manhã do dia seguinte. Insatisfeitos com a pouca antecedência do aviso, moradores do bairro se reuniram com representantes do órgão dois dias depois e entregaram sugestões para evitar a piora no trânsito. Enquanto as outras propostas são analisadas, a associação conseguiu, ao menos, o restabelecimento do retorno no final da Avenida Niemeyer, que vai dar na Avenida Aquarela do Brasil e havia sido fechado para a construção de um acesso à estação do metrô. Para Britz, porém, essa medida é apenas um “quebra-galho”:

— Precisamos de mais para fazer fluir o trânsito. Demos uma série de opções para tentar minimizar o problema.

Recentemente, a rede espanhola Meliá pagou R$ 350 milhões para administrar o Hotel Nacional por 20 anos e iniciou as obras necessárias para a sua reabertura. Procurados, os empreendedores esclareceram que a via precisou ser fechada para a execução das reformas, que deverão estar concluídas até junho de 2016, e que se reuniram com a CET-Rio para definir soluções que diminuíssem o impacto no trânsito.

Já a CET-Rio respondeu que executou “todos os procedimentos”, como divulgação e planejamento operacional para a interdição, e afirmou estar “atuando diariamente para minimizar os impactos”, como na operação com cones no acesso à Niemeyer, no sentido Rocinha, nas manhãs, além de ter acatado algumas sugestões da Amasco, em especial a reabertura do retorno. Além disso, será avaliada a possibilidade de estender a mão dupla de São Conrado.